Mar de Letras


Americanos dão show

 

Não, não vou falar sobre a política externa ou interna americana. E nem do difícil (incompreensível para mim) modo como os americanos escolhem o presidente deles. Vou comentar a forma como eles fazem política, na base do encantamento e, claro, na boa retórica.

 

Acabo de assistir ao discurso do Bill Clinton em prol do Obama na grande convenção de oficialização de candidatura do Partido Democrata. Clinton não é mais o mesmo. Está muito magro, os cabelos estão quase totalmente brancos e envelhecido. Durante o falatório, parecia ser o dono do mundo, cheio de segurança e informação. Fiquei surpresa ao vê-lo pegando um copo d´água com as mãos trêmulas. O fato é que, apesar de tudo isso, o velho e bom Bill continua encantando as massas.

 

Ao fim do discurso, quando Clinton ainda acenava e mandava beijos para milhares de americanos comuns e mais uma penca de famosos, uma banda começa a tocar Beautiful Day, canção do U2. Achei a cena esteticamente muito bonita e, confesso, ficaria muito emocionada se estivesse lá cobrindo o tal evento. Eles fazem um grande show. Daqui, porém, percebo o quão maquiado tudo estava e o quanto ainda não sabemos fazer uma bonita (do ponto de vista da “buniteza”) campanha política.

 

Aí entrou o Obama. Não sei o que pensar muito dele. Trata-se de uma opção melhor do que o Bush, é claro, e, mesmo sei saber em profundidade, do que o McCain. No entanto, os meus olhos míopes desconfiam de salvadores da pátria, de grandes líderes que “conduzirão a América até a liderança”, como disse Bill. Compartilho o medo de que o Obama seja o grande anti-cristo, como diz a Lili.

 

Não dá para negar, tenho de admitir a aprender, a enorme competência da campanha. “Yes, we can chance” é o máximo, pois coloca a responsabilidade de mudança nas mãos dos eleitores. Não tenho conhecimentos em campanhas (Gui, você me faz falta nestas horas. Não me conformo de você ter se afastado e mudado. Respeito, contudo), mas não me lembro de nada parecido no Brasil. Pelo contrário, todos os candidatos são encarnações de santos milagreiros.

 

Enfim, sem pretensões, apenas para comentar.

 

Bons ventos!

 

 



Escrito por Ju às 23h15
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Bons ventos!



Escrito por Ju às 14h40
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Constatação

Os espelhos são sinceros. Muito mais do que deveriam.

O do banheiro da empresa mostra até os poros.

Bons ventos!



Escrito por Ju às 14h17
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Tapa na cara

Mais uma vez a vida me dá um belo tapa na cara. Ontem, estava completamente envolvida em um pensamento umbigocentrista, feliz por ter comprado uma cama (linda, por sinal) quando, voltando para casa, vi uma moça ter uma convulsão horrível dentro do ônibus. Tatiana era o nome e ela tinha acabado de ser assaltada. Por sorte, estávamos em frente ao Hospital das Clínicas e logo ela foi atendida.

 

Para mim, a mensagem foi clara: é preciso ter muito foco para não sair do foco.

 

 

Já repararam como o Arlindo Quinaglia tem os dentes feios?



Escrito por Ju às 10h04
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make up

Hoje, passando pelo Cemitério da Consolação, vi uma operação de maquiagem da região como nunca tinha visto. Muros e guias sendo pintadas, calçadas varridas e limpas, seguranças vestidos de preto por todo lado. Policiais militares, CET. Tudo isso para o enterro da dona Ruth.

 

Importância da dona Ruth?

Ano eleitoral?

Cobertura de TVs internacionais?

 

 

Eu nunca fui PSDB, mas fiquei triste com a morte da dona Ruth. Gostava dela por conta da sua liberdade, seu intelecto.



Escrito por Ju às 09h59
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A minha relação com The Blower's Daughter é esquisita. Eu não gosto do Damian Rice, acho-o um completly looser, também não vejo grande profundidade e graça no filme Closer. Não acho o Jude Law lindo. Também não entendi a letra das primeiras vezes que eu ouvi a música.

Apesar de tudo isso, essa música me emociona 100%. Apesar da melodia triste, a letra é realista e, nos momentos que ouço, geralmente quando estou esquisitona, distrai a minha alma e sossega os meus desassossegos.

Invariavelmente, penso que em um segundo tudo pode mudar. Lembro também de uma grande amiga que gosta do Damian Rice e toda vez que falamos sobre o cantor, ela faz um comentário e diz “escorre uma lágrima”. Me sorrir sempre. A vida é simples, “just like you said it would be”. Bons ventos!

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Torçam por mim!! Se tudo der certo, aparecerá o clipe do Damian Rice! (Isso que dá não ser dromoapta)

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Assim como aconteceu no Sul do país, este Mar está sofrendo com ventos extra tropicais, que podem causar tormentas e marés altas de posts.



Escrito por Ju às 23h22
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vá se Ferraço!

Ok, ok, ok. Por mais que o meu cérebro cartesiano diga que o melhor a fazer em minhas noites é ler, sair e beber com os amigos, tenho me pego repetidamente assistindo à novela. Sistematicamente tenho me pego também parada em frente a alguma banca de jornal lendo os próximos capítulos.

 

Outro dia, para ser sincera, parei em frente à lavanderia somente para ver qual era a marca do carro, que é igual ao do Ferraço.

 

Ok, ok, ok. Sei que estou me queimando, mas preciso desabafar. EU ODEIO A MARIA PAULA. Odeio mesmo. Ela é muito chata e passou a novela inteira berrando que odiava o Ferraço e agora a nega quer se casar?

 

Tsc, tsc, tsc.

 

Bons ventos.



Escrito por Ju às 22h20
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Miss Imperfeita

Texto de Martha Medeiros publicado na Revista do O Globo. Compartilho com vocês e adiciono algumas pitadas de Ju.

 "Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.

 Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.

Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou:trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles,estudo com eles,telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente,compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! (OK, NÃO FAÇO TUDO ISSO, MAS SEMPRE FAÇO AS UNHAS)

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO. (EU SEMPRE SOUBE DIZER. CREIO QUE, AO DIZER “NÃO” E EXPLICAR O PORQUÊ DAS RESPOSTAS, OS AMIGOS, PARETES, AMORES, ENTENDEM. PODEM NÃO CONCORDAREM, MAS ENTENDERÃO).

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.

Culpa por nada, aliás. (SONHO DE CONSUMO. FREE, FREE, MIKE TAYSON FREE)

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.

Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo.

Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos ( OU O ORKUT DOS OUTROS!!).

Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!

Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto (ESSENCIAL ALGUMAS HORAS PARA GOIABAR! INSIRO AQUI MAIS UM PONTO: LER REVISTAS DE FOFOCAS!)

Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga.

Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada (AOS POUCOS, TENTO ME LIVRAR DESTA QUE, TALVEZ, SEJA A MINHA MAIOR CULPA).

Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente (LIVRE, HYPE! E, COMO DIRIA MARIE CLAIRE, CHIQUE É SER INTELIGÊNTE!)

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.

Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo.

Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C (TUDO BEM, COM O SALÁRIO DE JORNALISTA EU NÃO TENHO ISSO MESMO. TROCO POR AVON, NO MÁXIMO UM NATURA!)

Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante".

Bons ventos!



Escrito por Ju às 11h48
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Sobre o tremor de terra

1) “Tremeu mesmo? Que bom, achei que fosse a minha labirintite.”

 

2) "Tremi. Mas não gozei."

 

Há como não se divertir?

 

Bons ventos!



Escrito por Ju às 17h31
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Sinais

Há tempos estou para escrever, mas nunca consigo. Hoje mesmo já experimentei vários começos, mas nenhum deles me pareceu bom.

 

Será que eu estou perdendo a mão? Ou a prática? Pego-me profundamente irritada com o teclado do computar novo, que já nem é tão novo e, mesmo assim, não devo ter usado mais do que cinco ou seis vezes.

 

Falo com um amigo, com uma amiga. Ambos também se sentem sem inspiração para escrever. Sinto um alívio momentâneo.

 

Talvez seja o trânsito de minha Lua pelo Sol, segundo o meu horóscopo delivery. Lá diz que posso entrar em conflitos por cobrar demais dos outros e, principalmente, a mim mesma.

 

Talvez estas palavras sejam um sinal.

 

É..., viver é mesmo uma escolha e é preciso coragem e persistência.

 

Bons ventos!



Escrito por Ju às 17h55
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Escolhas

Escolhas. Verbo regular, usado na maioria das vezes como transitivo direto. Fácil de conjugar, mas extremamente difícil de viver.

 

É engraçado como a gente não se dá conta disso. A todo o momento fazemos escolhas. Quando acordamos e escolhemos colocar uma roupa ousada ou nado. De frio ou de calor. Se iremos trabalhar felizes ou não.

 

As minhas semanas não têm sido fáceis. As duas últimas, no entanto, foram ainda mais difíceis. Apesar disto, todos os dias eu acordei e escolhi ter um bom dia, mesmo que tudo parecesse desabar em minha cabeça.

 

Talvez a vida seja realmente simples. Talvez não. O fato é que, às vezes, as coisas são bem mais fáceis do que imaginamos. Eu, por exemplo, passei doze anos fumando e imaginando que seria impossível largar o cigarro. Escolhi tentar. E não é que imaginava algo muito pior!

 

É claro, vale ressaltar, que não é nada fácil. Nada. As duas primeiras semanas foram as mais difíceis. Pensava no bendito all the time. Não tremi, são suei, não tive pesadelos com cigarros. Em compensação, porém, passei algumas semanas com quadros depressivos.

 

Tive consciência disso e fiz mais uma escolha: get better.

 

Fácil? Só uma escolha.

 

escolher
[De es- + colher (ê).]
Verbo transitivo direto.
1.Dar preferência a; eleger, preferir:
2.Fazer seleção de; joeirar:
Verbo transitivo direto e indireto.
Verbo transitivo indireto.
3.Optar (as ou mais pessoas ou coisas)

   

Bons ventos!

Escrito por Ju às 14h56
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Adesivos

Parei de fumar. Bom, pelo menos até as próximas seis horas. Isso tem me ajudado a suportar a vontade, que não me abandona nem um só minuto.

 

Penso em colocar um adesivo de nicotina “lá” e gritar para Deus: UM PRAZER AO MENOS, SENHOR!!!

 

Bons ventos!



Escrito por Ju às 14h46
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O meu Mutum

Em alguma oportunidade, acredito que já deva ter falado de alguns dos livros que mais gostei de ler. Na literatura nacional, sem dúvida, a obra que encabeça a lista é Campo Geral, de Guimarães Rosa.

 

Hoje fui ver a adaptação para o cinema. No caminho fui pensando se iria gostar ou não. São inúmeros os exemplos que, mesmo com a magia da imagem, os diretores não conseguem retratar toda a experiência de se ler uma história: O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, Orgulho e Preconceito, da Jane Austen, Adeus às Armas, de Hemingway, e até o tupiniquim Carandiru, do chatonildo do Drauzio Varela.

 

Mas dessa vez foi diferente. Independentemente dos rigores técnicos da direção, creio que a diretora incorporou 90% da mensagem do livro deveria despertar nos leitores/espectadores. E a história mais uma vez me deixou emociona.

 

Mutum é uma região árida de Minas. Assim como a paisagem, as personagens se apropriam do meio (ou será que são apropriadas?) para fazer parte. Parte da terra, do modo de vida.

 

Apesar do sol, do vento e da terra seca, a região dá lá os seus frutos. Além de lavoura de milho, o melhor produto é o próprio Minguilim - ou no caso do filme, Tiago -, um menino diferente.

 

A sutileza das personagens é tocante. Durante a leitura do livro perguntava-me várias vezes como foi que o Guimarães conseguiu criar tantas tramas com grande complexidade de tipos. Como foi que ele foi ao universo infantil com tanta propriedade e traduziu todas as informações em pura poesia (seus diálogos e descrições possuem cadencias próprias, confeccionadas por meio de neologismos e a mais pura competência lingüística), presentes em outras obras, como o próprio Grande Sertão Veredas (Diadorim é minha neblina).

 

No filme, a diretora Sandra Kogut não se apropriou dos neologismos. Embora fiel à obra, também não deu o mesmo fim às cenas que construí em minha cabeça há mais de dez anos, quando li a obra pela primeira vez. O meu Mutum. Mesmo assim, vale a pena ver.

 

Bons ventos!



Escrito por Ju às 10h49
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Esquisitices

Cena: Amigos em casa discutindo as suas manias e tomando uma cerveja:

 

Amiga A: Eu não consigo tomar todo o líquido de um copo. P R E C I S O deixar sempre dois dedinhos.

 

Eu: Até quando você está morrendo de sede?

 

Amiga A: Sim. Na pia sempre sei qual foi o copo que tomei por causa da água.

 

Amiga B: Nossa, que esquisita!

 

Amiga A: Nem vem! Você sempre precisa estar com a cama arrumada!

 

Amiga B: É verdade. Não pode haver uma sequer dobrinha no meu lençol porque eu não consigo dormir.

 

Amigo C: Como vocês são anormais. Eu não tenho nenhuma mania. Se bem que..., se eu estou comendo, não posso ver pé.

 

Eu: Odeio pé. Acho muito feio e morro de nojo. Mas como você vê pé comendo?

 

Amigo C: Ahhh, se estou comendo no sofá, ninguém pode sentar perto de mim descalço.

 

Eu: Ai, to me sentindo mal. Não tenho manias. A não ser detestar ser a segunda a ler o jornal. Ou a revista. Também não gosto de dobrinhas em livros. Às vezes também fico cheirando papel. E programo o despertador uma hora antes de eu acordar para dormir mais um  pouquinho. Mas isso não é mania...

 

Amiga A, B e amigo C: ...

 



Escrito por Ju às 08h50
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O passado

“É possível guilhotinar os amores do passado ou (menos radical) apagar seus números de nosso celular, é possível até queimar fotografias -embora dificilmente sacrificaremos aquele desenho que compramos juntos, num sábado, na praça Benedito Calixto. De qualquer forma, mais que a lembrança, os rastros do passado sempre assombram o presente e o futuro.
Quando decretamos novos começos, ilusórios ou não, nem por isso conseguimos apagar nossa história: podemos apenas contá-la mais uma vez, quem sabe revisá-la ou corrigi-la, para pior ou para melhor.”

(Contardo Calligaris – Folha de S. Paulo, 1/11)

 

A minha amiga Lola é louca pelo Contardo. A minha chefe louca adora-o. Como elas, há uma legião de fãs.

 

Eu confesso que nunca fui uma fiel leitora do psicalista-italiano-jornalista-bonitón-diz-a-lenda. Talvez porque nunca tenha gostado da Folha. O fato é este texto – ou seria o tema? - me pegou hoje e gostaria de partilhar.

 

Não dá mesmo para apagar a nossa história. E isso nem deve ser feito, já que é esse nosso repertório que faz com que o momento não seja ilusório e, acima de tudo, mais bem desenhado e feliz.

 

Bons ventos!



Escrito por Ju às 16h02
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