Mar de Letras


Relaxe...!

Nossas avós, mães e tias há muitos anos lutavam para conquistar espaço na sociedade, batalhavam pela igualdade de direitos e respeito profissional. Em contra partida, mesmo conscientes de que somos cheias de imperfeições, nós já chegamos ao mundo com espaço, opções de sobra e, principalmente, com a idéia de que não precisamos disputar com os homens e muito menos provar nada a eles. E o melhor, tudo isso com o direito a muito chocolate, sexo, futilidades, cultura, beleza, humor, saúde, viagens e, é claro, amor.

Mas, mesmo assim, em muitos momentos nós sentimos a necessidade de voltar à luta para provar - reparem a contradição! - que estar sozinha não é o fim do mundo. Salientar que, mesmo cultas, lindas e bem sucedidas (ou quase!
J ), não nos faltam nenhum pedaço do corpo (ou pior, do cérebro!), não  somas chatas  e, muito menos, desinteressantes! E sim que apenas não apareceu um homem maduro, digno e fiel até o exato momento.

Está se identificando? Se estiver, tenho uma ótima dica para passar o reveillon menos incomodada. Caso não esteja, também aproveite a sugestão! Mesmo no meio da semana, junte as amigas e amigos e faça uma sessão de cinema em casa. O italiano O Que As Mulheres Nunca Dizem, do cineasta Carlos Vanzina, é uma ótima pedida. Acompanhado de uma cervejinha pode ficar ainda melhor!

A história se passa em Milão, e as personagens são quatro grandes amigas de infância com vidas completamente diferentes uma das outras. Alice é uma espécie de 'faz-tudo', vive de bicos e adepta ao sexo casual e sem compromisso. Francesca é um tipo de 'dançarina do Domingão do Faustão' da Itália. É muito dedicada e resiste ao assédio de alguns produtores do programa. Já Paola é uma advogada em início de carreira, que se depara com inúmeros homens errados antes de encontrar o verdadeiro amor. E, para completar o time, há a professora Laura, a mais romântica e ingênua do quarteto e que, para sua infelicidade (ou felicidade?), leva um 'fora'  do noivo no dia de seu aniversário. E, é óbvio que, no meio de tantas mulheres, a maioria se apaixone por um belo (existe gosto para tudo nessa vida!) napolitano.

A partir daí, se desenrola uma divertida e emocionante história. É evidente que não se trata um filme de grande profundidade e complexidade de tipos, mas é, inevitavelmente, uma boa opção para passar momentos agradáveis em companhia de pessoas queridas.

Ah! Mais uma informação: não se assuste se, ao mesmo tempo, você se identificar com mais de uma personagem.

O Que As Mulheres Nunca Dizem (Quello Che Le Ragazze Non Dicono)
Itália, 2000. Direção: Carlos Vanzina. Elenco: Irene Ferri, Carlotta Miti, Sabrina Paravicini e Martina Colobari. 

 

Bom filme e ótimos ventos!



Escrito por Ju às 23h15
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O Rei

Ooooh RC, cadêêêê vocêêêêê? Eu vim aqui só pra te veeeeer!

 

O Rei Roberto Carlos entrou na minha vida na infância por meio da mãe de uma amiga. Ela tinha (tem) todos os vinis do cara e sempre que eu estava lá na casa dela ela ouvia. Ouvia, não, perdão..., delirava com as letras e as canções.

 

Eu, desde pequena, sempre chatinha e metida a saber de tudo, acha aquilo um hoooorror! Não entendia como uma pessoa em sã consciência conseguia gostar de um cara com um cabelinho rrrrridículo e uma pena de galinha (?) na orelha.

 

O tempo passou, a maturidade chegou e hoje eu entendo o fascínio da mãe de minha amiga pelo cidadão. Ta, tudo bem..., ele continua esquisito com aquele cabelinho, os ternos também continuam cafonas mas... as letras... Ai..., as letras!

 

“Cada minutos é muito tempo sem você”, “mas com palavras eu não sei dizer como é grande o meu amor”, “nas curvas das estradas de Santos”... O cara é...brega, mas quando está inspirado é do cara***!

 

No ano passado fui a um show dele e aí entendi o porquê do Rei ainda ser um mito e arrastar multidões em pleno século XXI. No concerto (sim, porque ele estava acompanhado de uma orquestra inteira e também para entrar no clima!!), o carisma dele fez pregar os olhos de um estádio inteiro. Foi emocionante. Só não chorei porque o meu superego me reprimiu.

 

O público? Pseudo intelectualmente falando, dava um estudo antropológico! Encontrei senhoras, senhores, jovens, góticos, casais de namorados, amigos em caravana e até roqueiros com camisetas do Iron Maiden. Todos na maior paz e harmonia!

 

Hoje, depois de um dia sacal de trabalho e uma noite “de índio” em um shopping lotado e bregueeeerrimo, liguei a TV e o Rei era tudo o que eu precisava: paz e harmonia. Quase chorei, mas mais uma vez fui traída pelo meu superego. Não importa, “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu senti”.

 

Valeu Robertão! Bons ventos e até o ano que vem, se Deus quiser!



Escrito por Ju às 23h37
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Muito prazer, sou sua irmã!

Nessa semana tive a visita de um dos irmãos. Devido à diferença de idade, quando criança o achava um cara bacana, simpático, alegre e de bom coração. Depois, já na fase pré-adulta, mudei completamente a minha opinião. Passei a achá-lo fútil, preocupado com a aparência e, principalmente, um homem que estava mais preocupado com o “ter”, ao invés do “ser”.

 

Essa impressão perdurou muito tempo, porém, o homem que visitou foi outro, foi o típico cara das pesquisas do IBGE. Quem esteve em minha casa foi um profissional de meia idade, que teve sucesso profissional, comprou casas, carros e hoje passa por uma enorme crise no trabalho. Um homem preocupado com a educação das filhas e com o andamento da carreira.

 

Não sei se é por o fim de ano está chegando e ficamos mais sensíveis e sentimentais. Não sei se é porque, com o amadurecimento – e a idade chegando- aceitamos que todos são humanos, passiveis de erros e que não há como cobrar dos outros uma postura que teríamos – e vice versa.

 

O fato é que, pela primeira vez na minha vida adulta, senti que os laços de sanguíneos - tantas vezes desprezado e ridicularizado por mim – se valeram. Pela primeira vez na vida adulta vi o meu irmão sem as máscaras sócias que somos obrigados a usar. Sinto que ele viu em mim também uma mulher, e não mais uma criança chata e mimada.

 

Adorei a experiência por estes mares antes nunca navegados! Adorei me livrar de pré-conceitos idiotas e pré-estabelecidos por mim. E cheguei a conclusão de que o nosso maior inimigo é nós mesmos.

 

Bons ventos!



Escrito por Ju às 22h46
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Feliz aniversário!

Hoje é o dia das licenças. Peço licença a você que está lendo e esperando algo – ou não - interessante. Peço licença a minha timidez e ao meu medo de expor tudo o sinto. Aliás, este último não peço licença, mando à %&*¨#! Por que? Porque hoje vou dedicar os meus pensamentos a uma das pessoas mais importantes de minha vida: Mamis, que faz aniversário.

 

Mãe, você é uma das pessoas mais interessantes que conheci na minha vida. Adoro aquela história que, ainda em 60, você disse ao meu pai que o único homem que te sustentou foi o meu avô. E, dessa maneira, ninguém mandava em sua vida. A frente de seu tempo.

 

Amo a maneira com que fluem os seus pensamentos em forma de palavras. Tá, tudo bem..., eu concordo que muitas vezes discordo do conteúdo e da maneira de falar, mas não dá para negar a influencia positiva que tem sobre as pessoas. Uma líder.

 

O seu coração então..., nossa! Como é grande. Conheço pouquíssimas pessoas que se doam tanto para ajudar os outros, lutar contra o que é injusto na sua cabeça, defender o que foi dito nas entrelinhas e sempre esticar as mãos quando as pessoas precisam. Quanta bondade.

 

A vida te pregou algumas peças, né? Algumas muito ruins e outras boas, como eu! Mas, apesar de tudo, você continuou firme, de cabeça erguida e matando vários leões para... para a gente! Para ver a gente feliz. Que fortaleza.

 

Você é minha fonte inspiradora. A mulher que me ensinou as palavras, ensinou-me a formar orações, a expor o que penso, ensinou-me uma profissão, ensinou-me a navegar (porque é preciso!).

 

Tenho muito orgulho de ter saído de você e, todos os dias (juro!), tento ser uma versão mais moderninha (hehehe) de tudo que é.

 

Te amo.

 

Bons ventos e um ótimo aniversário.



Escrito por Ju às 22h16
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Tempo

Inércia. Acorda. Banheiro. Café. Corre, corre. Carona. inércia. Trabalho. Corre, corre. Almoço, banzo. Banheiro. Trabalho. Corre, corre. Adeus. Corre, corre. Trânsito. Inércia. Casa. Banho. Janta. Inércia.

A mente é dessassocegada, mas o corpo quer sossego.

 



Escrito por Ju às 10h00
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