Whisky com guaraná
Já devo ter falado mais de uma vez aqui neste mar sobre a minha pseudo vocação para escritora maldita, aquelas dos filmes, dos romances, das histórias das avós. Mulheres à margem da sociedade, que se fecham em seu mundo particular lendo Balzac, Álvares de Azevedo, Nitsche e Schopenhauer, ouvindo canções de Edith Piaf, produzindo melodramas de dar inveja ao todo-poderoso Manoel Carlos, o nosso Maneco, e vendo o mundo com o olhar blasé.
Guardadas as devidas proporções, é claro, sempre achei um charme isso tudo. Porém, com o passar dos anos, a cada dia deixo mais de lado esse ideal romântico-depressivo. Sou uma vergonha para o clube dos depressivos. Patética. Não produzo, fico desfocada, mau humorada, irritada, deixo de tomar os meus barbitúricos* diários e fico com muito sono. Credo. Xô!
Não Elis, “hoje eu me NÃO embreaguei de whisky com guaraná”. Só por hoje. rs
Bons ventos!
* Está aí a definição correta e certeira da bagaça: Barbitúrico é o nome dado a um composto químico orgânico sintético derivado do "ácido barbitúrico". Foi descoberto por Adolf Von Baeyer em 1864. A substância é chamada de "malonilureia ou hidropirimidina". Esta substância resulta da união do ácido malônico com a ureia de onde se podem derivar substâncias com uso terapêutico. É um grupo de substâncias depressoras do Sistema nervoso central. São usados como antiepilépticos, sedativos, hipnóticos e anestésicos. Os barbitúricos têm uma pequena margem de segurança entre a dosagem terapêutica e tóxica.
Escrito por Ju às 22h58
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