Oh my!
Entre uma pílula e outra de Prozac, hoje eu estava assistindo ao horário político. Ria do “Banha”, de Santos, do “Peroba neles” e até do coitado do Levy Fidelis, que ainda insiste em implantar o aerotrem em São Paulo. De repente me veio o choque: Paulo Satanás Maluf é candidato a deputado federal.
Pergunto:
- Como a justiça eleitoral concede o registro eleitoral a esse senhor? Há quase trinta anos ouço o Maluf dizendo que é inocente. Tudo bem. Todos são inocentes até que se prove o contrário, diz a carta magna. Mas a comprovação de lavagem de dinheiro em que ele e seu filho foram presos?
- Como cerca de 30% do eleitorado paulista ainda vota neste senhor? Sim, se fizermos um retrocesso das últimas eleições, veremos que essa a média de votos deste homem, sobretudo aqui no estado.
- Como votar em um senhor cujo mote de campanha foi “rouba, mas faz”. Um senhor que tem superfaturou em muitas vezes a construção da Av Águas Espraiadas, agora Av Jornalista Roberto Marinho, para citar apenas um exemplo.
- Como votar em um senhor que representa o que há de mais retrógrado no fazer política. Em um homem que representa o coronelismo do início do século XX (se não me engano! Hehe)
Juro, perto deste senhor chegaria até em pensar em votar no Fernando Henrique ou, para não parecer partidária, no Dirceu, novamente.
Só não dá para baixar ainda mais o nível e comparar com o Toninho Marvadeza. Não, aí é uma briga de foice, como diria um querido amigo.
Bons ventos nos tragam discernimento em outubro.
Escrito por Ju às 22h10
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