Time to relax
Todos nós precisamos de um tempinho para esvaziar a lixeira do corpo e da alma. Eu, embora tenha passado muito tempo pensando o contrário, não sou diferente e, depois de cinco anos ininterruptos de trabalho, tirei alguns dias para ficar comigo.
É muito engraçado. Condicionada como em “Tempos Modernos”, passei alguns dias pensando e até sonhando com problemas e soluções. Pudera. O estresse é grande. Mas, enfim, consegui relaxar.
A la Tina Tuner, em Mad Max, cortei o meu cabelo. Tinha ao meu lado duas grandes amigas que, além de segurar na minha mão, cantaram “We don´t need another heroe” ao terminar o meu repicado. Como diria Caetano, “a mente apavora o que ainda não é mesmo velho”, e fiquei assustada com quatro dedos a menos na minha cabeleira loira. Mas depois gostei.
Também parti para mares já navegados, mas há muito tempo. Como toda e boa turista, me perdi, me achei, me estressei, me cansei, passei calor e, acima de tudo, me diverti muito. Também..., em companhia de dois dos meus mais queridos amores, o nada já seria muito bom.
Na bagagem, além das saudades e a vontade de voltar em breve, trouxe escatologias engraçadíssimas e histórias que farão parte do meu imaginário:
Nova amiga: Sabia que estou fazendo aulas de espanhol?
Ju: Poxa, que legal. Eu fiz seis anos, pero no hablo hace muchos años.
Nova amiga: Yo hablo muy bién.
Ju: Bueno! Que mas hablas?
Nova amiga: ...
Ju: Ein?
Nova amiga: Hablo las piernas!
De volta ao meu segundo porto, tive a oportunidade de fazer coisas impossíveis no meu dia-a-dia. Por exemplo, fiquei chocada com a quantidade de gente desocupada que habita um shopping em plena segunda-feira á tarde. É incrível. Fora isso, pude tomar café com a prima amada, estar presente no almoço de aniversário da amiga-irmã e até preparar um jantar para a outra amiga.
É claro que esse time to relax é pior que ópio e vicia quase que instantaneamente. Mas agora que estou preste a voltar a trabalhar, penso que não serviria para ser dondoca. Sim, é difícil. As porradas são fortes e doloridas, mas nos impulsionam para algo que, embora não sabendo ao certo, me fascina, me encanta e me move.
Que vengan los nuevos ventos!
Escrito por Ju às 17h44
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