Katyguria
Outro dia saí para procurar apartamento para me mudar. Para não ficar monótono, chamei as minhas duas primas mais amadas. Andamos, andamos, andamos e nada de achar um lugar digno.
Perambulando pela Consolação, porém, achei um prédio muito hype, um sonho, gato. É claro que o porteiro não queria deixar subir, pois havia homens lá em cima pintando o apartamento. Aí usei todo o meu poder de persuasão e meu sorriso meigo para convencê-lo. Deu certo.
O apartamento, apesar de beeeeem mal tratado, era bacana. Mas isso não estava importando muito. Estava me sentindo tão bem, tão gata, tão bonita, tão poderosa... A todo minuto um dos pintores dava aquela olhada para mim (ta, tudo bem..., os pintores não são prospects dos sonhos, mas em dia de estima baixa, vale qualquer coisa!), me sentia a rainha-da-Consolação.
“Nossa, aquele livro O Segredo é mesmo poderoso!”, pensava. E já planejava: “Agora só falta um pouco mais de foco”.
- Vamos, meninas! Vamos procurar mais!
Eis que desço e, ao passar por uma parede espelhada no saguão, percebo algo estanho.
O Segredo o Carvalho! Estava com o zíper da calça aberto e mostrando uma super, mega, ultra calcinha rosa-queimação. Katyguria!
Moral da história: ta com a estima baixa? Tome um Prozac.
Bons ventos!
Escrito por Ju às 15h42
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Aqueles acontecimentos que muito te irritam
- Você acorda no sábado pela manhã e se dá o direito de, pelo menos um dia da semana, tomar um café da manhã de justo, de rainha, longo e cheio de guloseimas. Troca de roupa e, é claro, vai à padaria se deliciar. Lá, não encontra absolutamente nada do que gosta e, ao terminar de comer, o seu suco de laranja e o seu café de bule ainda não chegaram. Puta da vida, você faz um escândalo, pois esta é a enésima vez que isso acontece e você, burra que é, não troca de estabelecimento.
- Segunda-feira de manhã você jura que nada irá tirá-la do sério. Acorda mais cedo, faz um cafezinho “maneiro” e sai para ir trabalhar. Passa um, dois, três ônibus e nada do seu. Finalmente o seu coletivo chega, mas está bufando de gente. Ainda com sono você repete, como um mantra, que nada afetará o seu bom humor..., nem o velhinho folgado e nem a direção imprudente do motorista, nem o velhinho folgado e nem a direção imprudente do motorista, nem o velhinho folgado e nem a direção imprudente do motorista, nem o velhinho folgado e nem a direção imprudente do motorista, nem o velhinho folgado e nem a direção imprudente do motorista, nem o velhinho folgado e nem a direção imprudente do motorista, nem o velhinho folgado e nem a direção imprudente do motorista...
Bons ventos!
Escrito por Ju às 09h32
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