O passado
“É possível guilhotinar os amores do passado ou (menos radical) apagar seus números de nosso celular, é possível até queimar fotografias -embora dificilmente sacrificaremos aquele desenho que compramos juntos, num sábado, na praça Benedito Calixto. De qualquer forma, mais que a lembrança, os rastros do passado sempre assombram o presente e o futuro. Quando decretamos novos começos, ilusórios ou não, nem por isso conseguimos apagar nossa história: podemos apenas contá-la mais uma vez, quem sabe revisá-la ou corrigi-la, para pior ou para melhor.”
(Contardo Calligaris – Folha de S. Paulo, 1/11)
A minha amiga Lola é louca pelo Contardo. A minha chefe louca adora-o. Como elas, há uma legião de fãs.
Eu confesso que nunca fui uma fiel leitora do psicalista-italiano-jornalista-bonitón-diz-a-lenda. Talvez porque nunca tenha gostado da Folha. O fato é este texto – ou seria o tema? - me pegou hoje e gostaria de partilhar.
Não dá mesmo para apagar a nossa história. E isso nem deve ser feito, já que é esse nosso repertório que faz com que o momento não seja ilusório e, acima de tudo, mais bem desenhado e feliz.
Bons ventos!
Escrito por Ju às 16h02
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